As organizações estão abarrotadas de pessoas que carregam consigo inúmeras respostas para explicar os motivos pelo qual deixaram de concluir determinadas atividades. É comum termos na ponta da língua um motivo chave que esclareça as dificuldades que nos levaram a não realizar aquela tarefa. Normalmente, o item mais comum da lista que contém milhares de desculpas possíveis é a falta de tempo. Concorda?
Se excluirmos os compromissos que estão totalmente fora de nosso controle ou atuação, os outros que não foram finalizados simplesmente deixarão de ser priorizados ou escolhidos por nós. Perceba os pretextos quando analisamos os motivos aos quais deixamos de cumprir determinada tarefa: você não leu aquele livro, porque teve preguiça. Não concluiu todas as atividades agendadas para o seu dia, porque priorizou outras tarefas não tão importante. Deixou de ir à algum lugar, porque estava sem motivação ou preferiu procrastinar. Você não termina uma tarefa, porque precisa revisar outras. E, com essas explicações para suas atividades não realizadas, a vida passa.
Assim, se a atividade a ser cumprida for solicitada por um companheiro de equipe, a chance de recusarmos a realização desta tarefa ou de deixarmos a responsabilidade ao cargo de outra pessoa, é ainda maior. Afinal, o companheiro pode se tornar um grande aliado que o homem inventou para minimizar os esforços na atividade organizacional.
Dessa forma, acredito que, para a maioria das pessoas, o problema para não cumprir seus afazeres não é a falta de tempo, mas a sobra de desculpas. Quando desejamos realizar uma tarefa de verdade, ou seja, quando a vontade ou a necessidade é maior do que tudo, tendemos a ir atrás e fazer o que for preciso para atingir o objetivo. É preciso entender que todo ser humano cria desculpas, vez ou outra, para as pessoas ao qual nos relacionamos, visando um "bem maior". Quem nunca faltou à aula para ver a namorada (o)?
Ensino as pessoas a administrarem seu tempo e pequenas e médias empresas a terem menos urgências e mais planejamentos. Mas isso não é uma tarefa fácil para a grande maioria.
Reeducar o planejamento, a maneira de priorizar as atividades, fazer com que essa pessoa agende seus afazeres e fique com a Agenda, Palm ou BlackBerry aberta o tempo todo para gerenciar o seu dia, isso requer dedicação e força de vontade. Parece simples, mas não é. As pessoas necessitam de um entendimento: não temos que vencer o "vilão" do tempo, mas temos que lutar contra a "zona de conforto", ao qual muitas vezes nos mantemos. É o modelo operante que existe em nós, criado através de nossos pensamentos e processados em nosso cérebro.
Esse padrão mental é o principal gerador da preguiça, nossas desculpas, a falta de tempo e não-realizações. Como vencê-lo? Primeiro, devemos nos conscientizar de que vivenciamos, há algumas décadas, um exemplo antigo pré-estabelecido, contra apenas alguns dias de um novo modelo. Isso requer duas coisas: a primeira é persistência constante, ou seja, todo o dia precisamos nos forçar a aplicar um pouco desse novo protótipo que desejamos implantar. Depois, será necessário encontrar um forte motivo que nos motive a manter esse ritmo.
Eu tenho o meu!
Por que você quer mais tempo? Quando essa pergunta estiver respondida de forma que realmente toque todas as partes do seu cérebro, da sua alma, do seu coração e do seu ser, pode ter certeza que você desvendou a maneira de vencer seu antigo modelo.
Quem quer realizar algo que realmente traga resultados a curto, médio e longo prazo, e descobrir um motivo para isso, pode ter a certeza que irá cumpri-lo. Caso contrário, você vai encontrar uma excelente desculpa para deixar a realização para depois.
Att,
Emerson SantosInovar, Investir, Desenvolver e Suster.

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